segunda-feira, 14 de julho de 2008

Histórias de cronópios e de famas

Histórias de cronópios e de famas
Julio Cortázar (Civilização Brasileira, 1998)

Passei os últimos 15 anos da minha vida tentando descobrir se eu sou mais cronópio ou mais fama. É claro que somos todos um pouco de cada - mas eu me lembro de que o homem que me falou desse livro pela primeira vez achava que eu podia tentar ser um pouco mais cronópio. E não é raro acontecer de eu tomar uma decisão, ou uma atitude, e ficar me questionando se isso é coisa dos destrambelhados cronópios ou dos famas chatos e organizados, que não têm qualquer imaginação.

Aí eu sempre me lembro que a resposta mais próxima para a pergunta "quem sou eu?" está mesmo no livro. Julio Cortázar, o escritor com cara de gato, evidentemente não me conheceu. Mas ninguém poderia ter me descrito de maneira melhor do que ele, no textinho A foto saiu fora de foco. É a história de um cronópio.

3 comentários:

Anônimo disse...

LI O QUE VC ESCREVEU, MAS ATE AGORA FICO ME PERGUNTANDO SE VC EXISTE MESMO..
COMO VC PODE SER DESCREVER OU SEJA COMO VC PODE DIZER QUE SUA VIDA FOI ESCRITA POR UM HOMEM E SEU LIVRO, ACHO QUE VC PRECISA DE CUIDADOS..
ABRAÇOS...
JENIFF

Isabel Pinheiro disse...

Oi, Jeniff. Eu também fico me perguntando se eu existo mesmo - e, se existo, definitivamente eu preciso de cuidados. Abraços,

Breno disse...

Cortazar tem tanta sensibilidade quanto pouco respeito pela realidade, e olha que ele é sensível pacarai.

Eu ando existindo dia sim dia nao ou algo assim, talvez passe uns tempos como livro do samuel smiles évri náun ãn dên.. sei lá, mil coisas, a mente mente, semente se mente, só não se mate.