terça-feira, 7 de abril de 2009

1984

1984
George Orwell (Ibep Nacional, 2003)

Quando eu li 1984, na adolescência, o máximo de invasão de privacidade que podia existir era alguém ouvir minhas conversas pela extensão do telefone ou ler meus diários - duas coisas que, acredito, nem minha mãe nem meu irmão nunca fizeram. Eu tenho horror de vigilância. E da cobrança que pode vir dela. Tenho horror de que alguém controle meus horários, meus gastos, que possa controlar os sites que acesso, os livros que leio. E então decidi que, com menos de dez dias de uso, vou excluir minha conta no Facebook - porque aquilo é vigilância voluntária. Tô fora.

Por coincidência, é hoje a final da nona edição do Big Brother Brasil. Não duvido que a maioria dos espectadores do programa ignore a origem da expressão Big Brother - o Grande Irmão vigilante de 1984. E não discuto a vontade que as pessoas têm de participar de programas do gênero ou de sites de relacionamento, Orkuts, Facebooks, Twitters (e eu vejo BBB). Mas foi bom descobrir que isso não é pra mim. Das poucas imagens que guardo do livro, lido há tanto tempo, está a voz onipresente do Grande Irmão falando com Winston. Pra mim, já chega a voz que sai da minha própria mente.

2 comentários:

Lígia Guedes disse...

Boa noite,

Vinda do 'Mundo de K', passei aqui para uma visitinha amiga.

Nunca li este livro.

Volto quando possível.

Boa semana!

Isabel Pinheiro disse...

Oi, Lígia, seja bem-vinda!
Um abraço, Isabel