terça-feira, 16 de setembro de 2008

Um presente para Cláudia

Um presente para Cláudia
Carlos Heitor Cony (Ediouro)

Não tenho a menor idéia de por que esse livro, que tenho numa edição antiquíssima, com o nome do Cony na capa, depois de um tempo apareceu como sendo de autoria de uma certa Sulema Mendes. Se não me engano, não foi só nesse título infanto-juvenil que o Cony virou Sulema - Marina Marina talvez tenha passado pelo mesmo processo. Também não me lembro que idade eu tinha quando li Um presente para Cláudia. Só sei que, por causa da personagem principal - Verônica, e não Cláudia - eu sonhava com o dia em que faria 17 anos. Quinze não servia. Tinha que ser 17.

Verônica é uma garota que sai do Rio de Janeiro e vai para uma cidadezinha no interior de São Paulo para tentar resolver uma velha história de família. Chega e hospeda-se na casa de Cláudia, filha de uma antiga amiga de sua mãe, e logo se vê envolvida por segredos e mentiras, admiração e inveja. A moça causa um rebuliço nos costumes provincianos: muda a vida de um bêbado local, desafia o manda-chuva da cidade e apaixona-se por Eduardo, o namorado da menina mais rica do pedaço. Eu sonhava com o caso de amor de Verônica e Eduardo. Imaginava tramas paralelas, encompridava a história para deixar tudo mais emocionante, revivia mil vezes na minha cabeça a cena do baile em que os dois dançam de rosto colado. Eram minhas historinhas. Que não sei bem quando começaram, terminaram quando eu já era adulta e que, principalmente, foram fundamentais para eu manter o prazer da leitura e exercitar a imaginação.

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