sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Confidencial

Confidencial - Segredos de Moda, Estilo e Bem-Viver
Costanza Pascolato (Jaboticaba, 2009)

Já fazia tempo que eu estava de olho neste livro - mas, ao mesmo tempo, eu tinha feito o propósito de tentar não comprar nada até o fim do ano, pra ver se dava conta de ler pelo menos alguns dos títulos empilhados em minha casa. Acho que bati meu recorde: fiquei 139 dias sem gastar dinheiro com livros pra mim (comprei alguns pra dar de presente, li uns quatro ou cinco dos antigos). Mas entrei em férias na semana passada e esse foi o melhor pretexto que encontrei para ir à Livraria Cultura e sair de lá com a Costanza debaixo do braço.

Só que eu achei - talvez tenha lido em algum lugar, quando o volume foi lançado, ou foi só wishful thinking - que a porção autobiográfica da obra seria maior que a parte de, vá lá, e com as devidas aspas, "autoajuda fashion". Ok, estou exagerando: não se trata de um manual de estilo como, por exemplo, o ótimo The little black book of stile (autoajuda fashion de primeira). E, que pena, tampouco fala da vida de Costanza como eu gostaria de saber, como biografia, mesmo.

Eu queria ler mais sobre a vida de Costanza Pascolato porque essa mulher é, para mim, o maior exemplo brasileiro de elegância e postura - fora que usa um perfume delicioso, que não diz a ninguém qual é (eu, pelo menos, nunca soube que tenha dito). Mas se faltam detalhes sobre sua trajetória (ela diz, en passant, que nasceu na Itália, veio pro Brasil ainda criança, trabalhou como editora de moda na Abril, hoje cuida da tecelagem da família, viaja muito a trabalho, nada do que eu já não soubesse), ela capricha em alguns conselhos para o, como diz, bem-viver. Alimentar-se corretamente, fazer exercícios (o dela é o pilates), fotografar-se em vários ângulos para descobrir que tipo de roupa fica melhor em seu corpo, manter uma disciplina ferrenha para conseguir o que deseja. Também lista modelos clássicos (a camisa branca, o terno bem-cortado, as pérolas, coisas que o também ótimo The one hundred explora melhor), fala da importância da maquiagem, de espiritualidade e do que talvez seja seu principal "segredo": tratar bem as pessoas, não importa quem sejam elas.

Dá pra ler em dois dias, uma leitura leve, que pode ser enquadrada na categoria "autoajuda" deste blog: livros que, com informações úteis e conselhos factíveis, ajudam a gente a se sentir melhor na própria pele.

4 comentários:

Clara Lopez disse...

Eu tb sou curiosa a respeito desse mundo das 'boas maneiras', etiqueta e afins, mas não chego a comprar os livros, a não ser da danuza, pq escreve muito bem...:)
um abraço,
clara

Isabel Pinheiro disse...

Também gosto da Danuza, Clara. Mas, na verdade, o que me interessa mais nesse tipo de livro nem são as "regras" de etiqueta, mas as sacadas que levam a gente a pensar sobre a maneira como se porta - inclusive na escolha das roupas (e tudo isso sem ser fashionista, ou muito menos fashion victim). Tudo para viver melhor, não? Beijos!

Cláudia disse...

Isabel, não sei se você conhece um livrinho bem despretensioso chamado Aprendi com minha mãe. É uma coletânea de depoimentos, bem bons de ler, em que umas tantas pessoas interessantes narram episódios da infância. O da Constanza Pascolato é, se não me engano, o maior deles e se destaca dos outros por ser mais um apanhado geral da vida dela a partir da história da mãe e da relação (difícil) das duas. Como não li o Confidencial, pode ser que as informações desse depoimento sejam chuva no molhado... Em todo caso, se você tem curiosidade sobre a vida da Constanza, pode ser legal dar uma olhada.
Um abraço,
Cláudia

Isabel Pinheiro disse...

Oi Cláudia, já ouvi falar desse livro, sim (se não me engano, faz parte de uma série, tem também "O que aprendi com meu pai" e alguns outros). Mas não o li - vou procurar em alguma livraria para pelo menos dar uma espiada no capítulo da Costanza. E não, no "Confidencial" ela não fala muito da mãe, diz apenas quando os pais vieram da Itália e conta como a mãe, com mais de 90 anos, é uma senhora disposta e saudável (e elegantérrima, também, que já vi a família dela almoçando várias vezes em restaurantes onde eu estava).

Um abraço!