Mostrando postagens com marcador agatha christie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agatha christie. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de março de 2009

O assassinato de Roger Ackroyd

O assassinato de Roger Ackroyd
Agatha Christie (Globo, 1997)

Até onde eu me lembro, foi esse meu primeiro Agatha Christie - numa edição pequenininha, do falecido Círculo do Livro, que rodava perdida lá em casa. Eu não devia ter mais do que 12 anos; sei disso porque ainda tenho, caindo aos pedaços, alguns volumes de uma coleção da Nova Fronteira com data de 1983, comprados durante as férias de verão numa livraria do Guarujá.

Acho que eu não podia ter começado Agatha Christie por livro melhor. O assassinato de Roger Ackroyd tem um final surpreendente, comparável apenas a Cai o pano, O caso dos dez negrinhos e poucos outros. E não surpreende só pela identidade do assassino, mas pelo jeito como o crime foi pensado. A memória tem dessas coisas engraçadas: de ... Roger Ackroyd ficaram também a lembrança da primeira imagem de Hercule Poirot (que, por muito tempo, foi pra mim o "Pôirô") e a descoberta da palavra "ditafone" - uma que, certamente, nunca mais ouvi em minha vida.

sábado, 4 de outubro de 2008

O caso dos dez negrinhos

O caso dos dez negrinhos
Agatha Christie (Globo, 2000)

O primeiro livro que eu li de Agatha Christie foi o surpreendente O assassinato de Roger Ackroyd. Mas o que mais medo me causou foi esse, O caso dos dez negrinhos, que li em uma edição do finado Círculo do Livro, uma capa dura cor-de-rosa forte, num formato menor do que o normal. Lembro dos arrepios que eu sentia à medida em que todos os convidados da ilha iam morrendo, até não restar mais ninguém e a gente saber que aquela última personagem não era culpada pelas outras mortes. Quem, então?

É por causa desse sentimento de angústia constante que, ao contrário de vários outros Agatha Christie, não releio esse livro com freqüência. Talvez, até, eu o tenha lido apenas uma ou duas vezes. Mesmo sabendo quem é o assassino, fala mais forte a sensação de solidão, frio e desconfiança naquela mansão ilhada. Brrrrrr.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O mistério dos sete relógios

O mistério dos sete relógios
Agatha Christie (Nova Fronteira, 2002)

Ontem eu percebi que tenho três relógios parados em casa (todos em torno das 11 horas. Bizarro). E aí me lembrei desse livro, um dos que mais gosto de Agatha Christie, e que começa não com três, mas com sete relógios enfileirados na cena de um crime - havia ainda um oitavo, que foi jogado com força para fora da janela. Por quê?

Engraçado, em nenhum dos meus Agatha Christie preferidos o mistério é solucionado por Hercule Poirot ou Miss Marple. São sempre detetives, digamos, improvisados. Está certo que, nesse caso, o trio formado por Bundle, Bill e Jimmy ganha uma mãozinha do "impassível" superintendente Battle, da Scotland Yard, um personagem bacana que aparece em poucas histórias de Christie. Junto, o trio vai passar um fim de semana numa mansão aristocrática, invade um lugar suspeito num bairro londrino mais suspeito ainda e se vê envolvido não só em assassinatos, mas no roubo de importantes documentos. E ainda tem uma pitada de romance pra incrementar a história.

domingo, 2 de dezembro de 2007

O misterioso sr. Quin

O misterioso sr. Quin
Agatha Christie (L&PM Editores, 2006)

Até hoje, de tempos em tempos eu releio este livro, tentando entender que tipo de estranho fascínio ele exerce sobre mim. Não é excepcionalmente bem-escrito (melhor dizendo, bem-traduzido, já que nunca o li no original), não tem uma trama surpreendente (ao contrário, é composto de várias pequenas histórias, todas superficiais) nem personagens cativantes (o próprio sr. Quin do título, apesar de fundamental para o desfecho de cada problema, não é explorado da maneira como merecia). Mas sempre o pego com prazer, e o leio não como da primeira vez, procurando ficar mais atenta para quem sabe descobrir o que tanto me atrai.

Escrevendo, agora, sobre o livro, me ocorreu a resposta. O misterioso sr. Quin reúne uma coleção de personagens perturbados como poucas vezes já se viu - e isso é fascinante. Pelo menos dois ele afasta do suicídio. Outros tantos ele livra de traumas do passado. E ainda que não haja em ninguém nenhuma profundidade psicológica (se é que Agatha Christie já conseguiu isso, foi apenas nas histórias de Miss Marple, e olhe lá), suas perturbações existenciais, físicas e mentais formam um conjunto característico e bastante revelador da essência humana.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

O homem do terno marrom

O homem do terno marrom
Agatha Christie (Record, 1997)

Admito incondicionalmente minha paixão pelos livros de Agatha Christie (de preferência, na versão original em inglês; as edições publicadas pela Nova Fronteira na década de 80, quando tomei gosto pelos livros, tinham traduções pavorosas). Com exceção de A ratoeira, uma peça de teatro, acho que já li todos. E O Homem do Terno Marrom continua sendo um dos meus preferidos. Por causa dele, sonho em conhecer a África do Sul - viajar de trem pelo país, comprar girafas de madeira feitas pelos nativos, ver a Table Mountain no horizonte e, como a protagonista Anne Beddingfield, encontrar o amor nos braços de um homem calado e misterioso.

Trata-se de um road book que começa em Londres, quando Anne perde o pai e, por acaso, vê-se envolvida em dois assassinatos. Sem nada que a prenda na Inglaterra e decidida a encontrar o tal Homem do Terno Marrom, o suspeito dos crimes, a moça embarca rumo à África num navio onde viajam os principais personagens da história: uma dama da sociedade, um homem riquíssimo e seu secretário, um padre, um coronel. Do navio, a trama passa para um trem que percorre a África do Sul enquanto Anne percebe que virou alvo dos criminosos. Adoro reler a cena em que Harry socorre Anne, depois de um atentado no meio da selva: faz parte do espírito romântico adolescente que persiste em mim até hoje.