O assassinato de Roger AckroydAgatha Christie (Globo, 1997)
Até onde eu me lembro, foi esse meu primeiro Agatha Christie - numa edição pequenininha, do falecido Círculo do Livro, que rodava perdida lá em casa. Eu não devia ter mais do que 12 anos; sei disso porque ainda tenho, caindo aos pedaços, alguns volumes de uma coleção da Nova Fronteira com data de 1983, comprados durante as férias de verão numa livraria do Guarujá.
Acho que eu não podia ter começado Agatha Christie por livro melhor. O assassinato de Roger Ackroyd tem um final surpreendente, comparável apenas a Cai o pano, O caso dos dez negrinhos e poucos outros. E não surpreende só pela identidade do assassino, mas pelo jeito como o crime foi pensado. A memória tem dessas coisas engraçadas: de ... Roger Ackroyd ficaram também a lembrança da primeira imagem de Hercule Poirot (que, por muito tempo, foi pra mim o "Pôirô") e a descoberta da palavra "ditafone" - uma que, certamente, nunca mais ouvi em minha vida.
O caso dos dez negrinhos


